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POLÍCIA - PF prende acusado de furtar réplica da Constituição no 8 de janeiro
Designer condenado pelos atos de 8 de janeiro foi preso em Minas Gerais
Por Administrador
Publicado em 21/03/2025 22:19
Brasil

 

A Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, prendeu nesta quinta-feira (20), na cidade de São Lourenço, o designer Marcelo Fernandes Lima, de 52 anos. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por participação nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

A prisão foi determinada pelo próprio STF no âmbito da Ação Penal 2330, que tramita sob segredo de justiça. Até a publicação desta reportagem, Lima permanecia detido no presídio de São Lourenço, onde reside.

No dia 8 de janeiro de 2023, manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, incluindo o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF. Durante os ataques, Lima foi fotografado segurando uma réplica da Constituição Federal de 1988, retirada do prédio da Suprema Corte. Quatro dias depois, ele entregou o livro em uma delegacia de Varginha (MG), alegando ter pego o objeto das mãos de outra pessoa que ameaçava destruí-lo.

Em fevereiro deste ano, o plenário do STF condenou Lima pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria furtado a réplica da Constituição e integrado um grupo com intenção de derrubar o governo recém-empossado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Defesa questiona prisão

O advogado de Lima, David Soares Mendes, classificou a prisão como injustificada e afirmou que seu cliente é um "perseguido político". Segundo a defesa, a revogação da liberdade provisória e a prisão preventiva foram inesperadas e causaram indignação.

"Nunca houve risco de fuga. Ele estava em casa. Inclusive, a PF chegou a divulgar que o homem preso estava foragido, o que é uma mentira deslavada. Ele foi preso usando tornozeleira eletrônica", disse Mendes.

O advogado também criticou o fato de o processo seguir em segredo de justiça, argumentando que não há razão para essa medida após a condenação. Ele aguarda a realização da audiência de custódia para definir os próximos passos da defesa.

 

Foto e fonte: Agência Brasil / EBC

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